quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Paranashop 05 de novembro de 2016

Doença pouco conhecida entre os médicos, o angioedema hereditário pode levar à morte
Postado Em 05/11/2016 por Redação do Paranashop

Pouco divulgado, mas capaz de levar pessoas ao óbito, o angioedema hereditário é uma doença genética, que pode ocorrer por deficiência de uma enzima (Inibidor de C1) e que resulta na produção excessiva de bradicinina uma amina vasoativa, provocando extravasamento de líquido dos vasos sanguíneos e se traduzindo em crises de edema (inchaço) que ocorrem na face, mãos e pés, genitais, intestino e glote, sendo essa última a reação mais grave e que pode causar a morte.
Estima-se que 1 em cada 20 mil ou 1 em cada 50 mil pessoas tenha a doença no Brasil. Além dos aspectos físicos, há vários fatores emocionais comprometidos na doença, que vão desde a falta de vontade de ir ao trabalho, ausência de estímulo para tentar progressões profissionais, depressão e, principalmente, o medo da morte por edema de glote.
Célia Regina Campagnaro é uma paciente que entrou para a estatística há 20 anos. Na época, poucos médicos conheciam da doença. Com dores fortes no abdômen, passou até por cirurgia de apêndice, que na verdade era uma crise de angioedema no intestino.
Há quatro anos, Célia recebeu o diagnóstico no Hospital das Clínicas de Curitiba, onde descobriu também que seus dois filhos são portadores de angioedema hereditário. “Quando entro em crise, as dores abdominais são insuportáveis. Preciso usar a medicação com urgência”, conta a paciente.
A reação mais grave durante uma crise é o edema de glote, experiência pela qual passou, há cerca de três meses, o paciente Marcelo Mafra. O pai dele, que também tem a doença, percebeu a “herança genética” passada ao filho ainda na infância. “Com a medicação, fico até um ano sem crises. Por causa da doença, desisti de ser pai”, conta Marcelo.
Tratamento
O especialista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e professor de Pediatria, Alergia e Imunologia da Universidade Federal do Paraná, Dr. Herberto José Chong Neto, explica que existem três formas de tratar a doença:
a) com plasma fresco e, mais recentemente, com medicações que podem ser administradas por via endovenosa (inibidor de C1 derivado de plasma), que pode ser administrado em hospitais ou pela via subcutânea (inibidor do receptor de bradicinina) pelo próprio paciente em casa.
b) tratamento preventivo, que pode ser feito com derivados de hormônios masculinos atenuados, porém não devem ser utilizados em crianças e podem desenvolver vários efeitos adversos ao longo do tempo.
c) tratamento preventivo para procedimentos, como, por exemplo, uma extração dentária ou outro procedimento cirúrgico. Nestes casos, recomenda-se o uso do inibidor de C1 derivado de plasma.

Medicamento só por via judicial
O problema maior para os pacientes de angioedema hereditário é a dificuldade no acesso aos medicamentos. “Infelizmente, no SUS, estão disponíveis apenas os derivados de hormônios andrógenos atenuados ou tratamento com plasma fresco. O inibidor de C1 derivado de plasma e o inibidor do receptor de bradicinina não estão disponíveis, o que leva à judicialização do tratamento devido ao alto custo destas medicações”, conta Dr. Chong.
Renata de Oliveira Martins, presidente da Associação Brasileira de Portadores de Angioedema Hereditário (Abranghe), conta que desde 2015 lutam pela volta ao mercado do medicamento que ajuda a diminuir a quantidade das crises e sua intensidade. Só um laboratório no Brasil produz o remédio.
Os portadores de angioedema necessitam também do medicamento que é específico para o momento da crise. São dois produtos aprovados no Brasil, mas de alto custo, cerca de R$ 7 mil a dose. O Sistema Único de Saúde (SUS) não fornece a medicação, e para obtê-la, é necessário apelar para ação judicial. “Orientamos o paciente a entrar na justiça com advogado próprio ou através da defensoria pública, porém, oferecemos parceiros que fazem esse trabalho sem custo para o paciente associado à Abranghe”, conta Renata.
Atualmente, a Associação conta com 1.300 pacientes cadastrados, em diversas regiões do Brasil. Mas há estudos que mostram que esse número pode chegar a mais de seis mil pessoas. “Precisamos atingir esses pacientes que ainda não estão em nosso banco de dados para levar informação de especialistas que já sabem e conhecem sobre a doença. As crises são muito parecidas com alergias. Quando o portador chega ao pronto-socorro os plantonistas dificilmente conhecem a doença e o tratamento é inadequado”, relata a presidente.

Sobre a ASBAI
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.
Serviço
Twitter: @asbai_alergia
Facebook: Asbai Alergia
www.asbai.org.br

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sábado, 22 de outubro de 2016

Haeday - Caminho de Santiago de Compostela - Espanha de 14 a 17 de maio de 2016


Caminhando por AEH foi o evento programado pela Organização Internacional (Haei) para divulgação da doença pelo Dia Internacional de AEH em Madri e ao redor do mundo.
Participaram 17 países com representantes na caminhada a Santiago de Compostela de 14 a 17 de maio. O Brasil teve 3 representantes.

Resultado dos passos ao redor do mundo. O Brasil ficou na segunda colocação com a participação de pacientes, médicos e familiares


Certificado de participação do Brasil no Caminho de Santiago de Compostela.











O grupo em Santiago de Compostela no dia 16 de maio de 2016






sexta-feira, 21 de outubro de 2016

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

XLIII Congresso de Alergia e Imunologia e III Congresso Latino americano de AEH






Ilustres visitantes do Brasil e alguns lugares do mundo juntos por AEH

Representantes do Brasil e México
Brasil, Colômbia e Peru
Brasil


  Alemanha, Brasil e México
Argentina, Brasil e Itália
Argentina
Brasil e México
Pesquisadoras e pacientes
Masterchef Leonardo Young

Posters

Parada cardio-respiratória em paciente com AEH: a importância do diagnóstico precoce e manejo para evitar sequelas em suas crises - relato de caso
Dor abdominal como manifestação de AEH
Avaliação Clínica e de gravidade em pacientes com AEH atendidos no HU - UFSC
AEH: Doença grave de diagnóstico tardio
AEH com deficiência do inibidor de C1: um diagnóstico ainda tardio
AEH: doença grave de diagnóstico tardio
Angioedema com deficiência de inibidor de C1 esterase. Quando pensar na forma adquirida

domingo, 4 de setembro de 2016

Consenso sobre AEH pediátrico

Consenso internacional sobre angioedema hereditário pediátrico com deficiência de inibidor C1


Os sintomas de angioedema hereditário com deficiência de inibidor de C1 (C1-INH-HAE) apresentam-se frequentemente na infância, mas podem passar despercebidos durante anos.

O diagnóstico diferencial pode ser difícil pois, sintomas como dor abdominal,  é comum em crianças de C1-INH-HAE mas também é muito comum na população pediátrica em geral.

Tenha em mente que, antes da idade de 1 ano, os níveis de C1-INH podem ser menores do que nos adultos; por isso, é aconselhável confirmar o diagnóstico após a idade de um ano.

Todos os recém-nascidos que tenham um membro da família diagnosticado com C1-INH-HAE devem ser testados (rastreados) para a deficiência de C1-INH.

Os pacientes pediátricos devem sempre levar um cartão de informações C1-INH-HAE e medicamento para uso de emergência. Os únicos medicamentos licenciados para o tratamento agudo de pacientes pediátricos são: Derivado do plasma C1-INH, Recombinante C1-INH e Ecallantide.

Recomenda-se que os pacientes sejam acompanhados por especialistas em AEH em centros especializados.

Fonte: http://allergynotes.blogspot.com.br/2016/08/international-consensus-on-pediatric.html






Referências:

International consensus on the diagnosis and management of pediatric patients with hereditary angioedema with C1-Inhibitor deficiency - Farkas - 2016 - Allergy - Wiley Online Libraryhttp://buff.ly/2blaxzZ

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Consenso Internacional de AEH Pediátrico com deficiência de inibidor

Consenso internacional sobre angioedema hereditário pediátrico com deficiência de inibidor C1

Os sintomas de angioedema hereditário com deficiência de inibidor de C1 (C1-INH-HAE) apresentam-se frequentemente na infância, mas podem passar despercebidos durante anos.

O diagnóstico diferencial pode ser difícil pois, sintomas como dor abdominal,  é comum em crianças de C1-INH-HAE mas também é muito comum na população pediátrica em geral.

Tenha em mente que, antes da idade de 1 ano, os níveis de C1-INH podem ser menores do que nos adultos; por isso, é aconselhável confirmar o diagnóstico após a idade de um ano.

Todos os recém-nascidos que tenham um membro da família diagnosticado com C1-INH-HAE devem ser testados (rastreados) para a deficiência de C1-INH.

Os pacientes pediátricos devem sempre levar um cartão de informações C1-INH-HAE e medicamento para uso de emergência. Os únicos medicamentos licenciados para o tratamento agudo de pacientes pediátricos são: Derivado do plasma C1-INH, Recombinante C1-INH e Ecallantide.

Recomenda-se que os pacientes sejam acompanhados por especialistas em AEH em centros especializados.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Inibidor de C1 - CSL 830 para profilaxia de AEH

FDA aceita pedido da CSL Behring para a primeira terapia profilática para prevenir crises de angiodema hereditário.
CSL Behring anunciou hoje que a agência reguladora americana (FDA), aceitou o Biologics License Application (BLA) para nova terapia subcutânea de baixo volume, o C1-esterase Inhibitor humano (C1-INH) como terapia de reposição. O nome provisório do produto é CSL 830 e servirá como profilaxia para prevenir crises de angioedema hereditário.
A revisão desta aplicação é outro passo no sentido de possibilitar uma opção de tratamento profilático avançado para pessoas com angioedema hereditário, disse Andrew Cuthbertson, Diretor Cientifico R&D manager, CSL Limited.
"A CSL Behring desde o primeiro relato da possibilidade da terapia de reposição de C1-INH para AEH há mais de 40 anos atrás, nós permanecemos comprometidos com pesquisas inovadoras a fim de oferecer opções avançadas as pessoas com AEH. Profilaxia subcutânea é o importante próximo passo para ajudar pacientes a evitar crises”