sábado, 9 de junho de 2018

domingo, 6 de maio de 2018

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Terapia Gênica para Angioedema Hereditário


Meredith WalkerBY MEREDITH WALKER

O angioedema hereditário (AEH) é uma condição genética rara e grave que é causada por mutações em um dos dois genes que fornecem instruções para a produção de determinadas proteínas do sangue. No AEH tipo 1 ou 2, a mutação afetam o gene SERPING1 que fornece instruções para a produção do inibidor da proteína sanguínea C1. O AEH do tipo 3 é causado por mutações no gene F12 que fornece instruções para o fator de coagulação 12.

Pesquisadores têm trabalhado em maneiras de substituir o gene defeituoso que causa a condição usando uma abordagem de terapia gênica.

Transferência de genes usando um vírus
Pesquisadores do Weill Medical College da Cornell University, liderados por Odelya Edith Pagovich, MD, estão trabalhando no desenvolvimento de uma terapia gênica capaz de restaurar permanentemente a quantidade de inibidores funcionais C1 no sangue de pacientes com AEH tipo 1 e 2, prevenindo crises de angioedema.

Essa abordagem usa um vírus para fornecer uma cópia saudável do gene SERPING1 dentro das células. Vírus são comumente usados ​​em terapia genética para fornecer material genético, porque eles são especializados em fazer isso; eles se multiplicam essencialmente injetando seu material genético nas células e sequestrando a estrutura da célula para fazer cópias de si mesmos.

Os cientistas descobriram como alterar os vírus para que eles retenham sua capacidade de introduzir material genético em uma célula, mas não podem mais se multiplicar. Esses vírus alterados podem ser carregados com o material genético desejado e usados ​​como um “vetor” para introduzi-lo nas células.

A pesquisa de Pagovich ainda está nos estágios iniciais, mas a equipe já realizou várias etapas no processo. Primeiro, os pesquisadores criaram uma variedade de camundongos que são geneticamente modificados para ter mutações e sintomas semelhantes aos de pacientes com AEH. Esses camundongos permitem que eles testem seus tratamentos para AEH antes de passar para testes clínicos em humanos.

A equipe também desenvolveu um vetor de vírus carregado com o gene SERPING1. Quando este foi injetado nos ratinhos com AEH, foi produzida mais proteína inibidora de C1 e os animais mostraram sintomas reduzidos.
Os pesquisadores esperam que essa abordagem possa ser testada em seres humanos.

Concentrando-se no fígado
Um grupo de pesquisadores baseados na Nova Zelândia e na Austrália argumentou que o AEH pode ser considerado um distúrbio metabólico do fígado, porque a proteína inibidora do C1 é produzida principalmente no fígado. Eles propuseram novas vias de pesquisa para tratar AEH tipo 1 e 2 que se concentram no fígado.

Primeiro, uma abordagem de terapia genética semelhante à descrita acima poderia ser usada. As células hepáticas poderiam ser removidas do paciente e “administradas” a um gene SERING1 saudável em laboratório, usando um vetor viral e depois devolvidas ao fígado do paciente.

Alternativamente, o vírus com o gene SERPING1 saudável pode ser introduzido no corpo do paciente, mas direcionado para as células do fígado. Esta abordagem, no entanto, tem um risco maior de desencadear uma resposta imune.

Os pesquisadores também argumentam que um transplante de fígado pode curar a AEH porque o fígado doado teria células com genes funcionais SERPING1 e produziria quantidades suficientes de proteína inibidora de C1 para prevenir crises. Não houve casos documentados de transplante de fígado sendo realizado para tratar AEH, mas em um caso um paciente adquiriu angioedema após receber um transplante de um doador com a doença, sugerindo que a cura de AEH via transplante hepático poderia funcionar.

O transplante hepático parcial auxiliar ortotópico, no qual uma porção do fígado é doada e enxertada no próprio fígado do receptor, também é proposto como um possível tratamento para AEH. Isso pode ser mais viável porque os fígados têm uma capacidade notável de se regenerar. Os doadores podem doar uma parte do seu fígado, que então regredirá. Outra vantagem é que o fígado do paciente com AEH permanece intacto, caso o enxerto doador seja rejeitado. Espera-se que a porção doada do fígado possa produzir proteína inibidora de C1 suficiente para prevenir crises de angioedema.

Todas as abordagens de tratamento descritas acima estão nos estágios pré-clínicos do desenvolvimento. Mas, no futuro, a terapia genética e as abordagens focadas no fígado podem fornecer boas alternativas aos tratamentos atualmente disponíveis para AEH, que podem ser caros e difíceis de usar.
Angioedema News é estritamente um site de notícias e informações sobre a doença. Não fornece aconselhamento médico, diagnóstico ou tratamento. Este conteúdo não pretende ser um substituto para aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro profissional de saúde qualificado para esclarecer qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica. Nunca desconsidere o aconselhamento médico profissional ou demore-se a procurá-lo por causa de algo que você leu neste site.

Texto original em:
https://angioedemanews.com/gene-therapy-hereditary-angioedema/

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

HAEi Magazine - Dezembro de 2017


http://haei.org/wp-content/uploads/2017/12/haei-magazine-december_2017.pdf

































quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Farmácias de alto custo de Campinas

Farmácias de alto custo de Campinas não atendem metade das liminares para remédios de doenças raras


Associação diz que atraso é de até um ano e nem a determinação judicial resolve o problema. Com doenças raras, 12 pacientes já morreram no Brasil.


Por Jornal da EPTV 1ª Edição
 


Distribuição de medicamentos atrasada prejudica moradores da Região de Campinas

Metade das liminares da Justiça para obter medicamentos de doenças graves a pacientes na região de Campinas (SP) não é atendida. O atraso na distribuição dos remédios é de até um ano para alguns pacientes.
De acordo com Associação dos familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves (Afag), das 400 pessoas com doenças raras na região de Campinas que atualmente são acompanhadas pela associação, 70% (280 pacientes) possuem liminares na Justiça para conseguir medicamentos. No Brasil todo, 12 morreram por causa da escassez de remédios, aponta a Afag.
Destas, 140 (50% do total) estão sem receber o medicamento e por isso estão com o tratamento prejudicado. São liminares contra o Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e até prefeituras da região. São todos tratamentos de uso contínuo, que não podem ser interrompidos e, caso não sejam administrados com regularidade, comprometem a melhora do paciente, o controle dos sintomas mais graves e em alguns casos podem levar a óbito.
Érica da Silva Vitorino, diretora da Afag, considera essa a pior falta da medicação em 13 anos (Foto: Reprodução/EPTV)

Segundo a AFAG os relatos sobre a falta da entrega dos tratamentos começaram em meados de junho de 2016 e ficaram muito frequentes há cerca deu um ano. “Em 13 anos, nunca houve um desabastecimento tão grande e uma situação tão nefasta e caótica. Esses medicamentos são drogas órfãs, ou seja, não se tem outro paliativo. Fazer uma roleta russa com a vida do paciente é muito grave”, desabafou Érica da Silva Vitorino, diretora da entidade.

Risco de morte

 

A vendedora Fernanda Cinira Silva, que tem anemia plástica com HPN (uma doença rara que ocorre pela má formação das plaquetas e dos glóbulos vermelhos no sangue) está desde abril de 2017 sem receber a medicação que custa R$ 22 mil cada frasco e não pode ser armazenado. Ela disse que poderia ter morrido se não fosse uma doação.
“Eu tive paralisia do lado direito, perdi a fala, fiquei debilitada, voltei a tomar medicamentos fortes e depois minha médica conseguiu uma doação que eu passei a tomar e melhorei. Se não fosse isso, eu teria morrido”, relata a vendedora.
         A pedagoga Valéria Cecílio Bueno de Oliveira mostra os poucos medicamentos que raciona para sobreviver às crises (Foto:   Reprodução/EPTV)

A pedagoga Valéria Cecílio Bueno de Oliveira, de Engenheiro Coelho, está há um ano sem receber a medicação para angiodema hereditário, uma doença rara que provoca edemas por todo o corpo e, dependendo da localização, pode ser mortal caso a crise não seja controlada. Entre os medicamentos que ela usa, dois custam R$10,5 mil por dosagem. Com poucos medicamentos guardados na geladeira, ela tem de escolher a crise mais grave que manifesta no corpo para poder aplicar o medicamento.
“Um paciente de angiodema tem muito medo de morrer. Se eu tiver crise do pescoço pra baixo, eu aguento, não uso o remédio. Pra cima, tem de tomar, pois pode inchar toda a via aérea superior, garganta e glote. Se isso acontecer, você tem poucos minutos para sair da crise. Ou você tem de ter a medicação ou dentro do hospital”, explicou a paciente.

Outro lado

Procurado, o Ministério da Saúde disse que só poderia passar alguma informação com o número da ação judicial, ou seja, de forma individual e não de forma geral. A reportagem enviou os dados, mas ainda não obteve resposta.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

“ABC” dos sinais de alerta do AEH.


Artigo científico publicado no International Archives of Allergy and Immunology. e Boletim Asbai

Método mnemônico como sinais de alerta para AEH como ferramenta diagnóstica, ou seja, o “ABC” dos sinais de alerta do AEH. 

"Artigo oportuno, direto, sucinto, prático. Sinais de alerta para médicos e pacientes.
Angioedema (face, extremidades, genitais)
Bradicinina (Desbalanço da bradicinina: aumento )
C1 esterase (Deficiência deste biomarcador)
Distress (Desencadeantes: trauma, stress, menstruação, etc.)
Epinefrina não responsivo (edema)
Família (75%-85% dos casos doença autossômica dominante).
Glote/Gastrointestinal - edema (presente em até 85% dos pacientes)" Dra. N.Ferraroni